Switch e um Roteador

Introdução

No universo de redes industriais e de automação, entender as diferenças entre switch e router é essencial para projetistas, engenheiros eletricistas e de automação, integradores e gestores de manutenção. Neste artigo abordamos switch e router, VLAN, NAT, ACL, roteamento dinâmico, e switch vs router já no primeiro parágrafo para garantir alinhamento semântico com seu fluxo de projeto. Também relacionamos normas e conceitos relevantes, como IEC/EN 62368-1, IEC 60601-1, PFC (Power Factor Correction) e MTBF, para apoiar decisões de seleção e especificação.

A abordagem é prática e técnica: esperamos equipá-lo com um checklist de seleção, exemplos de configuração (Cisco/Juniper/outros), comandos de troubleshooting (show/pcap/netflow) e recomendações para integração com SDN/SASE. O foco é entregar conteúdo aplicável em campo, com métricas quantificáveis de desempenho — latência, throughput e disponibilidade — e critérios de segurança operacional que suportem compliance industrial e requisitos de segurança funcional.

Para consulta contínua e aprofundamento, verifique a central de artigos técnicos da IRD.Net: https://blog.ird.net.br/. E, para aplicações industriais que exigem equipamentos robustos, confira as soluções de produto da IRD: https://www.ird.net.br/produtos/switches e https://www.ird.net.br/produtos/roteadores. Convidamos você a comentar dúvidas e partilhar casos práticos ao final do texto.


O que é um switch e um router — funções, camadas e terminologia essencial

Definição técnica e camadas

Um switch opera primariamente na Camada 2 (Data Link) do modelo OSI, encaminhando quadros com base em endereços MAC e tabelas de MAC address; switches multilayer (L3) também podem operar na Camada 3 para roteamento inter-VLAN. Um router trabalha na Camada 3 (Network), tomando decisões por endereços IP, construindo tabelas de roteamento e executando funções como NAT e roteamento dinâmico (OSPF/BGP). Compreender essa distinção é a primeira premissa para projetar segmentação e caminhos de tráfego.

Terminologia essencial (VLAN, trunk, NAT, ACL, roteamento dinâmico)

  • VLAN: segmentação lógica de domínio de broadcast em switches.
  • Trunk: porta que carrega múltiplas VLANs (802.1Q).
  • NAT: tradução de endereços entre redes (útil no edge).
  • ACL: filtros que controlam acesso por endereço/protocolo/porta.
  • Roteamento dinâmico: protocolos (OSPF, BGP, EIGRP) que trocam rotas automaticamente.
    Esses termos definem como o tráfego é isolado, controlado e encaminhado entre segmentos industriais, escritórios e cloud.

Como o tráfego flui entre eles

Num cenário típico, um switch de acesso conecta dispositivos finais; tráfegos de VLAN são agregados por switches de distribuição/aggregation e, para comunicações entre VLANs ou redes distintas, o tráfego chega a um router ou a um L3 switch que realiza o roteamento. Em borda de Internet, o router também faz NAT, BGP e políticas de segurança. Entender o fluxo — acesso → agregação → núcleo → borda — permite escolher onde aplicar QoS, ACLs e inspeção de tráfego.


Avalie impacto e benefícios: por que switch e router importam na arquitetura de rede

Desempenho: latência, throughput e buffers

A escolha entre switch e router impacta diretamente a latência e o throughput. Switches L2 introduzem latência mínima; routers, dependendo de NAT, inspeção e políticas, adicionam latência CPU-bound. Capacidades de buffer, hardware forwarding (ASICs/NPUs) e nomes comerciais (cut-through vs store-and-forward) alteram o comportamento em bursts. Para aplicações determinísticas (controle em malha fechada), priorize switches com baixa latência e MTBF elevado.

Segurança e segmentação

Segmentar com VLANs e aplicar ACLs em switches de camada 3 reduz superfícies de ataque e isola tráfego de processo de TI. Routers no edge implementam políticas mais granulares (NAT, stateful firewall, VPN). Em ambientes regulados (médico, industrial), respeite normas como IEC 60601-1 para equipamentos médicos e IEC/EN 62368-1 para segurança de produto; tais normas podem influenciar escolha de hardware e requisitos de isolamento Galvânico.

Escalabilidade e custo (Topologias e TCO)

Switches gerenciáveis com empilhamento/MLAG/LACP permitem escalabilidade horizontal com alta agregação. Routers com suporte a VRF, BGP e encapsulamentos (VXLAN) suportam crescimento em WAN/Cloud. Custo inicial deve ser balanceado contra custo operacional: modularidade, consumo energético (considere PFC nas fontes internas), MTBF e suporte técnico. Use KPIs como taxa de utilização (link utilization), latência 99th percentile e RTO/RPO para justificar investimentos.


Escolha com precisão: critérios e checklist para selecionar switch vs router em diferentes cenários

Checklist técnico acionável

Considere:

  • Número e tipo de portas (1G/10G/40G/PoE) e PoE budget.
  • Throughput e encaminhamento em Mpps/Gbps.
  • Suporte a VLAN, VRF, OSPF, BGP.
  • Recursos de segurança: ACLs, control plane policing, DHCP snooping, IP source guard.
  • Gerenciamento: SNMP, NetConf/RESTCONF, CLI, Syslog, SSH, TACACS/RADIUS.
  • MTBF, temperatura operacional, certificações EMC/industrial (IEC 61000).
    Use pesos para cada item conforme criticidade do site.

Decisões por caso de uso

  • LAN corporativa: switches L2/L3 gerenciáveis com PoE e agregação; router para ligação WAN com NAT/BGP.
  • Filial: roteador com firewall integrado + switch de acesso gerenciável; redundância via dual-WAN.
  • Data center: switches L2/L3 de alta densidade com VXLAN, MLAG, e routers core com BGP e ECMP.
  • Internet edge: routers com capacidade BGP, QoS, e suporte a VPN/SASE.
    Lista de verificação por caso facilita RFPs e especificações técnicas.

Requisitos ambientais e conformidade

Ambientes industriais exigem switches/routers com classe de proteção, wide-temperature e conformidade EMC (IEC 61000-6-2 / 6-4). Para dispositivos médicos, atenção a IEC 60601-1; para produtos eletrônicos em geral, siga IEC/EN 62368-1. Avalie também fontes com PFC e especificações de MTBF para garantir disponibilidade a longo prazo.

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Implemente passo a passo: guia prático de configuração de switch e router para redes reais

Exemplo: configuração de VLANs e trunks em switches (Cisco e Juniper)

Cisco (exemplo):

  • Criar VLAN: vlan 10 name PRODUCAO
  • Interface acesso: interface Gig1/0/10; switchport mode access; switchport access vlan 10
  • Trunk: interface Gig1/0/1; switchport trunk encapsulation dot1q; switchport mode trunk; switchport trunk allowed vlan 10,20
    Juniper (exemplo):
  • set vlans PRODUCAO vlan-id 10
  • set interfaces ge-0/0/0 unit 0 family ethernet-switching port-mode access
    Esses comandos isolam domínios de broadcast e preparam para roteamento inter-VLAN.

Inter-VLAN routing, ACLs, NAT e rotas no router

Inter-VLAN em router-on-a-stick (Cisco):

  • interface Gig0/0.10 encapsulation dot1Q 10 ip address 192.168.10.1/24
  • ip route 0.0.0.0 0.0.0.0
    ACL exemplo (Cisco):
  • access-list 101 permit tcp 192.168.10.0 0.0.0.255 any eq 80
    NAT (simplificado):
  • ip nat inside source list 10 interface Gig0/0 overload
    Roteamento dinâmico OSPF (Cisco):
  • router ospf 1; network 192.168.0.0 0.0.255.255 area 0
    Estes blocos são o mínimo para interconexão e políticas básicas de segurança.

Topologias típicas e checklist pós-implantação

Topologias: Campus L2 acesso → L3 distribuição → Core; Datacenter spine-leaf; Filial com router dual-homed. Checklist pós-implantação:

  • Verificar tabelas: show ip route / show route
  • Validar ARP/MAC: show ip arp / show mac address-table
  • Teste de conectividade: ping, traceroute por VLAN
  • Captura e análise: tcpdump/wireshark em pontos estratégicos
  • Medir performance: SNMP counters, NetFlow/sFlow para flows
    CTA: Para projetos que requerem equipamentos certificados e desempenho comprovado, consulte as soluções de roteadores industriais da IRD.Net em https://www.ird.net.br/produtos/roteadores

Diagnostique e otimize: erros comuns, ferramentas e técnicas avançadas entre switch e router

Causas frequentes de falhas e como detectá-las

  • Loops STP: observe aumentos de broadcast, use show spanning-tree. Corrija com BPDU guard, root guard.
  • Problemas ARP: entradas ARP instáveis indicam duplicidade de IP ou proxy ARP incorreto. Use show ip arp.
  • MTU e fragmentação: ICMP “fragmentation needed” ou PMTUD falhando. Verifique MTU em interfaces e tunéis (GRE/VXLAN).
    Identificar a causa raiz reduz mudanças desnecessárias de arquitetura.

Comandos e ferramentas de troubleshooting

Comandos úteis:

  • Cisco: show interfaces, show ip route, show mac address-table, show spanning-tree, show ip arp, debug ip packet (use com cautela).
  • Juniper: show interfaces extensive, show route, show ethernet-switching table, monitor traffic interface.
    Ferramentas: tcpdump/tshark/wireshark para pcap; NetFlow/sFlow para padrões de tráfego; SNMP para métricas; syslog centralizado para correlação.

Técnicas de otimização (QoS, buffers, agregação)

  • QoS: class-map/policy-map para priorizar tráfego crítico (LLQ para voz/controle).
  • Tuning de buffers: aumente buffers em portas congestadas ou ajuste estratégias de Drop (tail/drop precedence).
  • Agregação: LACP, MLAG e ECMP para balanceamento e resiliência.
  • Offload hardware: prefira switching/forwarding em ASICs/NPUs para latência determinística.
    Documente alterações e compare KPIs (latência 99%, jitter, perda de pacotes) antes/depois.

Planeje o futuro: migração, integração com SDN/SASE e recomendações estratégicas para switch e router

Roteiro de migração e critérios de decisão

Ao migrar, defina janelas, rollback e KPIs — disponibilidade, latência e integridade de aplicações críticas. Use provas de conceito (PoC) para novas plataformas (SDN controllers, virtual routers). Avalie interoperabilidade com protocolos existentes (BGP/OSPF/VRF) e compatibilidade com normas de segurança e EMC.

Quando adotar SDN/virtual routers e integrar SASE

Adote SDN para automação centralizada, microsegmentação (via overlays VXLAN+EVPN) e provisão dinâmica de políticas. Virtual routers e NFV reduzem TCO em escalabilidade cloud. SASE é recomendado para unificar segurança e acesso remoto quando filiais e usuários móveis aumentam. Planeje KPIs para validar adoção: tempo de provisionamento, número de políticas automatisadas e redução de incidentes manuais.

Checklist executivo e próximos passos

  • KPI executivo: disponibilidade global (%), MTTR médio, custo por Mbps.
  • ROI: comparar CAPEX vs OPEX (consumo, manutenção, suporte).
  • Piloto: inicie por segmento controlado (ex: filial) e evolua.
    Resumo estratégico: avalie impacto no funcionamento de controle industrial, segurança (ISMS), compliance (IEC/EN 62368-1, IEC 60601-1) e escolha equipamentos com MTBF e certificações adequadas.

Conclusão

Escolher e configurar corretamente switch e router é uma decisão técnica que afeta disponibilidade, segurança e escalabilidade das redes industriais. Este guia reuniu conceitos, normas, critérios de seleção, exemplos práticos de configuração e troubleshooting para apoiar decisões embasadas. Ao aplicar os checklists e comandos fornecidos, você reduz riscos operacionais e melhora performance antes de optar por alterações arquiteturais significativas.

Queremos ouvir você: deixe perguntas nos comentários, relate um caso real de sucesso ou desafio, ou solicite suporte para especificação de equipamentos. Para mais artigos técnicos consulte: https://blog.ird.net.br/.

 

Foto de Leandro Roisenberg

Leandro Roisenberg

Engenheiro Eletricista, formado pela Universidade Federal do RGS, em 1991. Mestrado em Ciências da Computação, pela Universidade Federal do RGS, em 1993. Fundador da LRI Automação Industrial em 1992. Vários cursos de especialização em Marketing. Projetos diversos na área de engenharia eletrônica com empresas da China e Taiwan. Experiência internacional em comercialização de tecnologia israelense em cybersecurity (segurança cibernética) desde 2018.

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